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Irreverência marca manifestações do povo em BH


altVestidos de banhistas, manifestantes ocuparam praças da capital mineira contra a política do prefeito

Já no primeiro fim de semana de 2010 surge a realização da primeira “Praia da Estação”, manifestação espontânea, mobilizada por redes sociais e outros recursos da internet, contra o decreto. Cerca de 200 pessoas foram até a Praça com roupas de banho, cadeiras e guarda-sóis, se banhar na fonte do local, único equipamento ali existente.            

Rapidamente, membros de outras organizações da sociedade civil, fossem eles movimentos sociais, sindicais, estudantes, lideranças de bairros, se uniram à manifestação. Aos poucos, a Praça da Estação foi retomando sua vitalidade de outrora, com jovens e famílias vivendo o espaço público.             

Mas a gestão não ficou calada diante da mobilização. Após algumas semanas, ainda no início de um sábado, com poucas pessoas no local já que o horário da manhã recebe principalmente crianças e idosos, a Praça foi visitada por um micro-ônibus repleto de soldados do Batalhão de Choque da Polícia Militar. A postos, os cerca de vinte soldados intimidavam e assustavam os presentes. Acompanhava o Batalhão o então presidente da Regional Centro-Sul, Fernando Cabral, crendo estar cumprindo com sua função de administrador da região.   

Manifestantes da Praia da Estação que estavam no local pediram a retirada da tropa e, após algum tempo de debate, o batalhão foi embora. “Como esta é uma manifestação espontânea, as pessoas são inexperientes e não estão acostumadas com a presença da polícia. Ações assim geram medo, passando a impressão de ameaça aos presentes”, aponta.             

No final de janeiro ainda de 2010, o prefeito publica outro decreto, de número 13.863, desta vez instituindo uma comissão para avaliar e propor normas para a utilização da Praça da Estação. Já em março, foi revogado o decreto 13.798, que proibia o uso da praça, e decretadas novas normas. O documento aprova realização de eventos, no entanto, passa a cobrar por eles, e ainda exigindo uma série de equipamentos como banheiros químicos, seguranças, e cercamento da área por uma empresa particular.                  

O Movimento Fora Lacerda surgiu em meio à Praia da Estação, após a união de diversos grupos que se identificaram como vítimas da política do prefeito. “No início de 2011 houve um caso emblemático. Uma feirante da Afonso Pena (feira tradicional de artesanato na cidade) fez um inflamado discurso durante a Praia denunciando a gestão de Lacerda. Aquilo gerou um clima de união entre os presentes, como se ficasse mais claro o que havia em comum entre nós”, conta Fidélis. Desde junho daquele ano, o movimento tem crescido e realizado marchas e diversas outras atividades, que têm como principal característica a irreverência e criatividade, como boas formas de evitar qualquer tipo de embate com polícia e outros.             

O grupo é composto, atualmente, por membros de variados setores da sociedade civil. Ali, se aglutinam denuncias na área da saúde, ambiental, moradia, educação e muitos outros. Com o período eleitoral deste ano, Fidélis afirma que o movimento cresceu muito. “O Fora Lacerda está cada vez mais apropriado dos temas e denuncias à política do prefeito, pois organizamos temas a serem estudados e acompanhados, como moradia, meio ambiente e outros. Tendo perdido as eleições, vamos agora engrossar nossas atividades nos próximos quatro anos, espalhando o laranja por toda a cidade”, afirma, citando o símbolo do movimento, a cor laranja.

Maira Gomes, Brasil de Fato.

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